Descrição das obras da exposição no MIS Anotações sobre os pecados

Vamos colocar aqui as descrições das obras feitas no blog do Antropoantro.

 ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - LUXÚRIA

 Luxúria (do latim luxuria) é uma emoção de intenso desejo pelo corpo.

 Segundo a doutrina católica, é um dos sete pecados capitais e consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade.

 Sapatos signos e simbolismo de cada cultura que ao longo do tempo será absorvida e assimilada pela sociedade.

 A cultura e sociedade tem uma forma peculiar de representar os sapatos que transcende funções utilitárias para expressar status, fetiche, etc.

 O par de sapatos é fotografado em diferente posições dentro de um caixa.

 O fetiche, aos olhos de Freud, relaciona-se à atribuição de poder a um objeto inanimado. Tal objeto teria a incumbência de simbolizar o corpo.

 O meu olhar se prenderá aos teus sapatos. Amo-os como amo a tí (...). Aspiro o seu perfume, o seu aroma de verbena”.

 

                                                                                    (Gustave Flaubert)

Afrodite, a deusa do amor era frequentemente representada apenas com um par de delicadas sandálias nos pés.

 Madame Bovary, era descrita por Flaubert como uma mulher de comportamento e sapatos sedutores.



Beth Schneider


Anotações sobre os Pecados - Inês Fernandes

 INÊS FERNANDEZ

Quando o Muito é Pouco

2015 (avareza)

Técnica: Instalação

Material: tubos de PVC, conexões e moedas.

 “Para a nossa avareza, o muito é pouco, para a nossa necessidade, o pouco é muito.” (Sêneca)





17/07/2014.

PREGUIÇA DE LALAU MAYRINK

Título: Elogio å Preguiça ou Homenagem a Macunaíma  2014

Técnica: desenho/bordado

Material: Três redes rústicas, tecido de algodão, linha

Tamanho: 300 cm x 140 cm (cada rede)





Elogio à Preguiça é o que é: um elogio ao pecado que impede outros pecados de serem cometidos. Uma homenagem a Macunaíma, o herói sem nenhum caráter de Mário de Andrade e sua frase bordão "Ai, que preguiça!".


segunda-feira, 27 de abril de 2015

ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - INVEJA

 

OLIVIA NIEMEYER

Inveja: Mais ou Menos Mira Schendel


2013-2015
Técnica: corte em laser sobre aço e acrílico
Material: placa de aço e placa de acrílico

 



domingo, 26 de abril de 2015

ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - RAIVA

 Sílvia Matos

Título: Por aqui não se passa sem que se sofra o calor do fogo
Técnica: Instalação de parede
Material: tinta acrílica sobre tela preta e lona acrílica preta
Tamanho: 400 cm x 300 cm

 A raiva ou ira tem vários graus de intensidade. A menos intensa, de acordo com a Bíblia Sagrada, naquele tempo, era até bem vinda, pois servia para admoestar os fiéis que cometiam pecados. Hoje em dia a raiva, segundo Leandro Karnal, pode até ser aceitável para permitir que o ser humano seja enérgico na disputa do dia a dia.

 Nessa pintura está representado o descontrole, o grau máximo da raiva. Dante Alighieri na sua obra A Divina Comédia, coloca a raiva no 5º Círculo do Inferno onde são castigados os irados e rancorosos. Lá fica Flégias o demônio que conduz o barco nas águas escuras, lamacentas e borbulhantes do Estige.



SÍLVIA MATOS



 terça-feira, 5 de maio de 2015

ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - VAIDADE

 TINA GONÇALEZ

 Vanitas Vanitatum et Omnia Vanitas

 2015  (vaidade)

  





Técnica: cinco fotografias plotadas em PVC
“Vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Eclesiates AT,1:2).

Visto como algo passageiro e frágil na sua condição temporal, a vaidade aponta para a ausência de sentido ou propósito na existência humana, deslocando a consciência de si mesmo para aparência e o hedonismo.

 Presente nos mitos, literatura, psicologia e outros aspectos da cultura, a vaidade está presente na sociedade contemporânea como um reflexo que se firma através do olhar do outro para alcançar simultaneamente, a admiração e a inveja.

 A autoimagem e o olhar formam o alicerce desse trabalho - sou aquele que se olha e ao mesmo tempo é olhado.

 Como um selfie hipérbolico que se estende ao infinito, a modulação dessa autoimagem é construída como parte de um discurso metafórico que não se finda. Tal como o indivíduo que intencionalmente mascara sua personalidade não deixando que o interlocutor vislumbre seu verdadeiro eu, as imagens são construídas com um anteparo que interrompe a visão do todo, fragmentando-a em camadas circulares como pequenos lagos narcísicos.

 Ampliando o sentido de autoafirmação, a vaidade é apresentada como parte de uma narrativa imagética que reafirma a importância do “eu” - ego, meī, mihi, mē, mē – frente a um mundo que acolhe e legitima o culto ao personalismo.

 

ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - GULA

 VANE BARINI

 Gula

 2014

Técnica: vídeo




Material: televisão

GULA

DESEJO INSACIÁVEL/ VORACIDADE / COBIÇA / AMBIÇÃO / AVIDEZ EXTREMA / EGOÍSMO / FOME / SOFREGUIDÃO / DESEJO ARDENTE / QUE CORRÓI / QUE DESTRÓI / QUE DEVORA.


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