Descrição das obras da exposição no MIS Anotações sobre os pecados
Vamos colocar aqui as descrições das obras feitas no blog do Antropoantro.
ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - LUXÚRIA
(Gustave
Flaubert)
Afrodite, a deusa do amor era frequentemente representada apenas com um par de delicadas sandálias nos pés.
Beth Schneider
Anotações sobre
os Pecados - Inês Fernandes
INÊS FERNANDEZ
Quando o Muito é Pouco
2015 (avareza)
Técnica: Instalação
Material: tubos de PVC, conexões e moedas.
“Para a nossa avareza, o muito é pouco, para a nossa necessidade, o pouco é muito.” (Sêneca)
17/07/2014.
PREGUIÇA DE LALAU
MAYRINK
Título: Elogio å Preguiça ou Homenagem a Macunaíma 2014
Técnica: desenho/bordado
Material: Três redes rústicas, tecido de algodão, linha
Elogio
à Preguiça é o que é: um elogio ao pecado que impede outros pecados de serem
cometidos. Uma homenagem a Macunaíma, o herói sem nenhum caráter de Mário de
Andrade e sua frase bordão "Ai, que preguiça!".
segunda-feira,
27 de abril de 2015
ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - INVEJA
OLIVIA NIEMEYER
Inveja: Mais ou Menos Mira Schendel
2013-2015
Técnica: corte em laser sobre aço e acrílico
Material: placa de aço e placa de acrílico
domingo,
26 de abril de 2015
ANOTAÇÕES
SOBRE OS PECADOS - RAIVA
Sílvia Matos
A
raiva ou ira tem vários graus de intensidade. A menos intensa, de acordo com a
Bíblia Sagrada, naquele tempo, era até bem vinda, pois servia para admoestar os
fiéis que cometiam pecados. Hoje em dia a raiva, segundo Leandro Karnal, pode
até ser aceitável para permitir que o ser humano seja enérgico na disputa do
dia a dia.
Nessa pintura está representado o descontrole, o grau máximo da raiva. Dante Alighieri na sua obra A Divina Comédia, coloca a raiva no 5º Círculo do Inferno onde são castigados os irados e rancorosos. Lá fica Flégias o demônio que conduz o barco nas águas escuras, lamacentas e borbulhantes do Estige.
terça-feira, 5 de maio de 2015
ANOTAÇÕES SOBRE OS PECADOS - VAIDADE
TINA GONÇALEZ
Vanitas Vanitatum et Omnia Vanitas
2015 (vaidade)
Técnica: cinco fotografias plotadas
em PVC
“Vaidade de vaidades, tudo é vaidade”
(Eclesiates AT,1:2).
Visto
como algo passageiro e frágil na sua condição temporal, a vaidade aponta para a
ausência de sentido ou propósito na existência humana, deslocando a consciência
de si mesmo para aparência e o hedonismo.
Presente nos mitos, literatura, psicologia e outros aspectos da cultura, a vaidade está presente na sociedade contemporânea como um reflexo que se firma através do olhar do outro para alcançar simultaneamente, a admiração e a inveja.
A autoimagem e o olhar formam o alicerce desse trabalho - sou aquele que se olha e ao mesmo tempo é olhado.
Como um selfie hipérbolico que se estende ao infinito, a modulação dessa autoimagem é construída como parte de um discurso metafórico que não se finda. Tal como o indivíduo que intencionalmente mascara sua personalidade não deixando que o interlocutor vislumbre seu verdadeiro eu, as imagens são construídas com um anteparo que interrompe a visão do todo, fragmentando-a em camadas circulares como pequenos lagos narcísicos.
Ampliando o sentido de autoafirmação, a vaidade é apresentada como parte de uma narrativa imagética que reafirma a importância do “eu” - ego, meī, mihi, mē, mē – frente a um mundo que acolhe e legitima o culto ao personalismo.
ANOTAÇÕES SOBRE
OS PECADOS - GULA
VANE BARINI
Gula
2014
Técnica: vídeo
Material: televisão
GULA
DESEJO INSACIÁVEL/ VORACIDADE / COBIÇA / AMBIÇÃO / AVIDEZ EXTREMA / EGOÍSMO / FOME / SOFREGUIDÃO / DESEJO ARDENTE / QUE CORRÓI / QUE DESTRÓI / QUE DEVORA.
Comentários
Postar um comentário