GRADEAÇÃO - Sílvia Matos Ateliê de Criatividade - 2000

 A vernissage desta exposição ocorreu às 20:00 hs do dia 25 de maio de 2000. Participaram da mostra Lalau Mayrink, Maria Bernardes, Miriam Norking, Rosali Plentz, Sílvia Matos, Tina Gonçalez, Vera Orsini e Walma Magalhães. Suas obras foram realizadas durante um curso realizado por Carlos Fajardo no Ateliê de Criatividade durante o ano de 1999. Surgiu da discussão, durante seminários de Carlos Fajardo, sobre a questão da “grade” nas artes visuais.

A ideia da grade deriva do trabalho de Piet Mondrian, para quem a essência das coisas vistas/percebidas seria capturada apenas a partir de uma reflexão profunda da mente, independente da percepção mesma. Nas suas obras (do período de 1920 a 1940), Mondrian segue uma sequência de parâmetros simples: os elementos da linha, do plano e das cores fundamentais. Estes elementos formam uma grade de coordenadas que estruturam quadros de tamanhos diversos, com as cores elementares e mais o branco como luz ou o preto. Este trabalho resulta da postura crítica que Mondrian assumiu diante do Cubismo - que ele achava não suficientemente racional - e de seus interesses filosóficos e religiosos. 

A exposição foi realizada no Sílvia Matos Ateliê de Criatividade de 25 de maio a 18 de junho de 2000. 

Carlos Fajardo declarou: 

“Repassar o pensamento para artistas jovens é o que há de mais tradicional. Sou contra isso. Entrei no grupo para produzir dúvidas e criar questões. As discussões também se refletiram no meu modo de pensar a arte. Não exerço o papel de crítico, que diz o que é bom ou ruim num trabalho. Estive com o olhar mais experiente e disposto a dar subsídios. Nisso pude perceber o talento de cada uma.”

Sílvia apresentou “Passagem de Olhares”, uma série de fotos trabalhadas que preencheram todo arco divisório do Ateliê. Veja as observações dela 

Olhares

Fotos resultantes do meu olhar, sobre meu próprio olhar, são apresentadas sequencialmente. Esses olhares, não tem narrativa nenhuma, nem sequência lógica, muito pelo contrário: são mudos e espreitam o espectador. São acúmulos de olhares, uns diferentes dos outros, que partem do real, de uma dupla realidade, mas parecem irreais e causam estranhamento. Explico melhor: as fotos foram tiradas de meu trabalho anterior, as caixas de gritos mudos. . Fotografei essas caixas e congelei os olhares por mim escolhidos. Para o meu olhar, esses olhares eram reais, e ainda o são, apesar da aparente irrealidade.

Detalhe do Arco  com os olhares de Sílvia Matos

Duas fotos da coleção Olhares colocadas no arco divisório do Ateliê   

                                            TinaGonçalez                                                                         Vera Orsini

     

                                                Walma Lina                                                      Rosali Plentz

 

            

                                   Miriam Norking                                   Cida Orlandi                                  Lalau Mayrink

 

 
 Agora mostramos imagens do noticiário dos jornais de Campinas,


 

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